sábado, 3 de dezembro de 2016

festa

de festa em festa, suados corpos vazios se movimentam no ritmo da música
pouco se enxerga e o que se enxerga não é bonito de se ver
mais um gole, já foi a garrafa inteira, beija a garota tentando esconder da mente a saudade que o perturbou a semana inteira
alguém tem um isqueiro? esqueci o meu encima da cômoda e essa erva é da boa, não posso deixar pra depois
tem algo doendo lá dentro do peito mas o som está alto demais pra prestar atenção
quem sou eu é a pergunta que ecoa pelo ambiente e o desespero está estampado nos rostos
finalmente em casa e as luzes se apagam
sol nasceu, que noite foi aquela seguido de uma foto na rede social
e assim suados corpos vazios se movimentam no ritmo da música

domingo, 20 de novembro de 2016

Não há um dia em que eu não pense em você
Na sua barba mal feita
Nos seus problemas diários em levantar da cama
Não há um dia em que a angústia não tome meu peito
Em que as memórias não me embriaguem de saudade
Nenhum dia sequer que eu não morra de preocupação
Nem um momento que eu não me arrependa de ter levantado a voz
De ter conhecido sua voz
Não há um único dia em que eu não lembre do seu abraço, do seu sorriso e das perguntas que me fazia
Ninguém mais me faz aquelas perguntas
Mas eu ainda guardo as respostas
Como a boa garota que sou, estou em casa com meu coração partido
E eu sinto falta até da forma que você caçoava do meu romantismo
Quando se foi, não pensei que era pra valer
E por causa da nossa inconsequência e mania de se perder tenho que enfrentar o abismo que é existir sem você

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Existimos?

eu queria poder te ver, nem que fosse num sonho bom
apenas numa fração de segundo onde nossos corpos estivessem novamente alinhados sendo um
mas eu sou grata por você aparecer na minha vida
por ter me despertado pra tudo que eu ignorava
nem que fosse só um sonho, eu queria ter a lua de volta naquele dia
eu sei que a escuridão é sua guia mas seria bom me deixar ser seu raio de sol 
tão presa a tolices que não pude ver que quanto mais eu te abraçava mais você partia
e partiu
e levou metade da minha alma contigo
volta... saudades de você

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Eu achei que fosse certo me partir e fiz. Depois vi que era melhor ter continuado inteiro, juntei meus pedaços e colei de novo. Quando me olhei, meu rosto era um mosaico e em cada pecinha descobri que o amor e a felicidade independem do que você faz de certo ou errado. As vezes, o amor sempre esteve ali e se não estiver, chegará.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Pedaços

Queria que a minha tristeza tivesse nome, assim talvez eu poderia esquecê-la. Queria que a minha tristeza tivesse rosto, assim talvez eu poderia matá-la. Queria que ela tivesse forma, fizesse coisas explicáveis e se apresentasse de forma mais expressiva que tirar o gosto da minha comida favorita. Queria que ao invés de tirar o ar dos meus pulmões ela me tirasse do ar de uma vez para que assim eu encontrasse descanso. Queria não carregar tanto peso, tanta falta, tanto sentimento que não é dor mas que há carência de palavra para explicar. Queria que fosse embora e já lhe mostrei muitas vezes a porta e ela nunca vai. Então, desfaleço aos poucos enquanto os meus sonhos se desmancham como papel na fria água.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Arthur

Mas eu fico puta com essa literatura que fala de pássaros azuis numa gaiola. Foda-se sua miséria, seu drama irreal de se prender nas amarras da sociedade. Sua nobreza fingida, sua paixão contida. Sua tentativa de arte que não passa de uma farsa! Você não está roubando direito! O problema do mundo não está centralizado no seu umbigo. Você não é uma máquina mortífera, você não é uma dinamite. Com certeza, não estará entre os grandes, na constelação ilustre que os resguarda. Eles morreram e foram lembrados. Seus heróis valiam, você não. Sua meia verdade me enoja, mas meu nojo também não é muito relevante. Aversão às suas tentarivas de mostrar que está tudo bem, as fotos que vemos indicam que não estamos mais vendo nada! Nada! Nada! Nada! 

Wild World

Tudo é vazio
Tudo está rolando para baixo nas barras de rolagem
Nos dedos convulsivos que deslizam sobre as telas
Procurando, absorvendo, opinando, odiando, amando
Um exército de pessoas iguais se vestindo de forma igual reclamando de outras pessoas iguais coexistindo
Até o som da batida, o tom de protesto
O céu é cinza, até o céu ficou cinza!
E o desespero esgana quem vos fala
Correndo por becos e vielas como um pesadelo mascarado
O perigo velado que ninguém ousa mencionar
A peste escurece nossa carne enquanto famintos estamos por algo que ainda não conhecemos
Tão clamorosos por amor e nem mesmo o experimentamos
Ilusão arquitetada por reis romanos e nossa própria arrogância
Vistam-se como homens crescidos! Limpem suas próprias calças borradas!
Ninguém há de vir por nós, ninguém nunca veio
Já basta
Não consegue lidar com o vazio da sua vida não é? Eu o perdoo por ter que se enganar


Wild World


Tudo é vazio
Tudo está rolando para baixo nas barras de rolagem
Nos dedos convulsivos que deslizam sobre as telas
Procurando, absorvendo, opinando, odiando, amando
Um exército de pessoas iguais se vestindo de forma igual reclamando de outras pessoas iguais coexistindo
Até o som da batida, o tom de protesto
O céu é cinza, até o céu ficou cinza!
E o desespero esgana quem vos fala
Correndo por becos e vielas como um pesadelo mascarado
O perigo velado que ninguém ousa mencionar
A peste escurece nossa carne enquanto famintos estamos por algo que ainda não conhecemos
Tão clamorosos por amor e nem mesmo o experimentamos
Ilusão arquitetada por reis romanos e nossa própria arrogância
Vistam-se como homens crescidos! Limpem suas próprias calças borradas!
Ninguém há de vir por nós, ninguém nunca veio
Já basta
 Eu o perdoo por ter que se enganar
Foi pra isso que veio sim
Esconda sua vergonha e venha comprar sua redenção
Hoje está mais barato que de costume
Nem santos nem profanos arderão no poço enlameado de seus próprios pecados
Nenhum vivente se privará da luxúria
Seus desejos serão saciados mas a pergunta que fica é: o que você vai fazer depois do orgasmo?


domingo, 14 de agosto de 2016

Drink Coke

Tomei o líquido negro com sede
Saboreei os minutos que determinariam o que era ou não trivial
Meus ossos tremiam de medo enquanto imagens passavam como um filme
Vi seu sorriso, aquela bela dama
Seus vestidos florais, seu perfume fresco
Sua vitalidade e energia proveniente de uma alma sonhadora
Eu era uma alma em agonia 
Minha vida não era das mais simples e eu não era a melhor pessoa
Não era digno de seu louvor e atenção
Vi o fundo da garrafa, o gosto enferrujado 
Era morte no fundo do copo?
Acho que não
Só mais uma garrafa de coca cola sem gás esquecida no fundo da geladeira
Só mais um dia sem cor longe das risadas da minha dama
Só mais um entardecer sem vermelho no céu pois todo o rubor universal está preso nos fios daquele cabelo

quinta-feira, 28 de julho de 2016

O guia definitivo dos seus olhos

Fragmentei tudo o que eu sentia porque você é todo lindo e seus olhos são furacão. Enquanto você lacrimejava, minha menina interior fazia um escândalo. Eu pensava, num é possível! Todos esses olhos olhando pra mim. "Eu quero olhar pra você", dizia sua boca quebrando a promessa. Cansei de viver como fantasma no passado. Seus olhos me liam calculando o dano, você sabia.

Eu juro que nenhuma água está escorrendo pela minha bochecha além da água da chuva lá fora. Seus olhos nunca mais verei mas pra sempre é muito tempo até para o não. A paz que eles transmitem? A conversa que existe no silêncio sob a lua. Na minha coleção de lacunas, nada preencherá seu lugar. Um de poeta triste, outro de filósofo pragmático. Os dois de artista sonhador. 

Voltando ao princípio, o reflexo deles foram a porta do abismo chamado minha própria alma desolada no corpo de outra pessoa. Me confundi com você e perdi. De tudo, meu amor, lembrarei dos desejos que por duas vezes não vieram a ser. Encerro aqui a epopeia da vida, aquela que poderia ter sido, dormindo sempre para sonhar com você mesmo que abraçada a outro olhar. 

terça-feira, 26 de julho de 2016

Paraíso dos Erros

Gastamos nosso precioso tempo esperando por uma vida ideal que nunca chegará. Corremos por dinheiro, por beleza, por perfeição. Construímos uma imagem falsa a respeito de nós mesmos e da nossa bondade. Quem disse que somos bons? Quem disse que estamos aqui para amar? Quem disse que a felicidade existe?

Não há fé ou esperança no meu tom. Não sinto nada ao dizer as coisas que tenho dito. E, tenho dito, toda a forma de sentimentalismo burguês não passa de mais uma aspiração egoísta. Tem um negócio gritando dentro da gente e diz "ei, cara, cê tá indo no caminho errado!!!" e é por isso que conseguimos fazer o mal até quando nossa intenção é pura.

Desafio agora todas as ideias estabelecidas. Da onde é que veio essa ideia de que todos devemos pensar no próximo? Quem pensa em nós? Qual dos políticos, ande, me diga, qual deles pensa no bem estar da nação? Qual dos líderes religiosos levanta da cadeira de sua mesa ornamentada com iguarias para o mendigo sentar? Acaso não foi isso que Cristo disse que era pra fazer? Se a teologia de vocês funcionasse, as Bruxas de Salém estariam vivas.

Se ao longo dos séculos a maldade persiste, talvez ela esteja entranhada demais em nós para ser vencida. O que seria da humanidade sem um alvo a perseguir? O devir é desesperador, que haja luz, que haja o inteligível. A dor não pode ser aplacada, assim como o tempo não volta, não voa, não para. A morte é uma caricatura, somos mortais, a vida é eterna. Eterna não para nós, que breve conhecemos e sentimos, tudo sobreviverá a nossa existência banal.

Banal e ao mesmo tempo incrível nós somos. Daqui há 1,5 milhão de anos seremos extintos, estimativas dizem algo sobre. E nada do que fomos poderá ser fixado em um mural numa rede social qualquer. Seres reais demais para serem caracterizados como divinos recolherão nossos destroços, dogmas de uma civilização caída e plural. O frio não será mais sentido nos corpos dos reféns do grande monstro cinza, enfeitado com chifres que brilham à luz do sol.

A imensidão azul não será mais passível de estudos, o Leviatã terá sido perdido e com ele nossas cantigas, nossos contos, nossas paixões. A erudição perecerá como tudo o que ela julgou superficial, o santo habitará o mesmo lago de fogo que o profano. Ao pó retornaremos.

O silêncio não gritará nas nossas mentes lembranças dos erros cometidos. Eis que anuncio meu evangelho: o descanso chegará para todos e virá mais forte para almas que, como as minhas, sofrem incansavelmente por não conseguirem transcrever tamanha solidão. Os ídolos serão conhecidos, mistérios desmantelados. Já posso ouvir o coro do povo, é o fim! É o fim! Nossas espíritos encontrarão nossos pais! Deus vem, Maranata! E a decepção tomará conta dos olhos de cada um dos fiéis, pois não viveram cada dia como se fosse  último.

Eles não disseram eu te amo para suas mulheres naquela manhã, não deitaram com as prostitutas naquela noite. Não abraçaram seus parceiros de caminhada, não beberam até perder o juízo. O juízo chegou para todos e a sentença foi uma só: condenados para sempre ao fôlego da paixão num invólucro passageiro.

A verdade, o paraíso e os erros

segunda-feira, 18 de julho de 2016

I did not want to be the one to forget

Agora eu compreendo a marretada que a palavra saudade representa. Sentimos saudade de um fantasma, de uma pessoa em um momento completamente perdido no tempo. Ah, o tempo. O tempo destrói os rostos mais bonitos e não é por causa da falta de colágeno na pele. As rugas aparecem em pessoas cansadas de desejar algo que se foi e nunca voltará. Novos dias de glória que jamais chegarão para todos nós, mortais, involucros de almas eternas e perfeitas.

Corrompi nosso beijo com lascívia, corrompi meu coração porque procurava outra pessoa em suas carícias. Querido Deus, cuide dele enquanto estou longe. Ficarei longe por muito tempo, por eras, por séculos. Cuide dele, Senhor, cuide dele. Jogaria a mim no fogo se houvesse uma garantia de preservar aquele coração puro intacto para sempre, queimaria entoando cânticos de amor se a segurança do meu mestre fosse garantida. 

Quanto ao mais, não me importo. Conheci o desespero e ele roubou todos os tesouros escondidos em mim. Trasformado em um buraco fétido de falta permanente aguardo a morte sem ter muito o que fazer além de me entreter com futilidades. Aguardo o lampejo de liberdade e a cadência da grande e brilhosa estrela na hora de partir e mesmo assim insisto em estar aqui. 

I did not want to be the one to forget

Agora eu compreendo a marretada que a palavra saudade representa. Sentimos saudade de um fantasma, de uma pessoa em um momento completamente perdido no tempo. Ah, o tempo. O tempo destrói os rostos mais bonitos e não é por causa da falta de colágeno na pele. As rugas aparecem em pessoas cansadas de desejar algo que se foi e nunca voltará. Novos dias de glória que jamais chegarão para todos nós, mortais, involucros de almas eternas e perfeitas.

Corrompi nosso beijo com lascívia, corrompi meu coração porque procurava outra pessoa em suas carícias. Querido Deus, cuide dele enquanto estou longe. Ficarei longe por muito tempo, por eras, por séculos. Cuide dele, Senhor, cuide dele. Jogaria a mim no fogo se houvesse uma garantia de preservar aquele coração puro intacto para sempre, queimaria entoando cânticos de amor se a segurança do meu mestre fosse garantida. 

Quanto ao mais, não me importo. Conheci o desespero e ele roubou todos os tesouros escondidos em mim. Trasformado em um buraco

sábado, 16 de julho de 2016

A cura pro mal

Eu pensava que nunca me faltaria material criativo já que a dor era algo que me incomodava a refletir e escrever. Faltou. O pior de tudo é que me deparei com uma rotina tão complicada e exaustiva que algo além das minhas costas me incomodava: a total apatia a minha própria personalidade. Quando nem seus próprios sentimentos são interpretados de forma natural, é melhor parar e analisar aonde você se perdeu.


                                                                        Foto: Pamela Araújo

 Esta semana, tive a honra de conhecer uma pessoa especial que me expôs algo que de certa forma eu já sabia, a gente sempre sabe os grandes segredos do universo bem lá no fundo de nós. "A vida, minha querida Evy, é uma busca eterna por você mesmo". Achei na falta de respostas o açúcar que sempre me faltou e o entendimento de que a parte mais bela de tudo é aprender a fazer perguntas.

Espero muitas coisas de mim e do meu caráter, acima de tudo, que ele se prove verdadeiro com o passar dos anos. Que os gritos e horas de trabalho de parto da minha alma, querendo crescer e nascer, sejam recompensados com afagos nos meus cabelos grisalhos pelo tempo. Decido não me tornar amarga pelas decepções comigo mesma e com os outros e sonhar sempre. Não é trilhar um caminho para a perpétua angústia? Não é a esperança a raiz de todos os males? Não somos nós uma raça condenada?

Algo novo é o desejo de todos, o riso e a plenitude da vanguarda. Estar a frente do seu tempo é viver incompreendido, sentido com as incoerências da sociedade e apaixonado por algo que nunca viu. Quando pedimos um pouco mais de calma, o fluxo de informações alucina. Se num futuro distante alguém se perguntar como foi viver no início do século XXI, responderei que foi viver num misto de excitação e desespero. Por mais que as duas sensações sejam parecidas, a primeira diz respeito a alegria volátil que nos é proporcionada por tanta tecnologia e avanços científicos. Já o desespero se baseia na ideia de que nada novo nos será revelado além do que já alcançamos. 

Por fim, gostaria de dizer que deveríamos nos dar o benefício da dúvida. Sermos honestos e benevolente ainda que nossos antigos atos não compactuem com isso. Há sempre razão para recomeçar enquanto nosso coração bater.


terça-feira, 12 de julho de 2016

Lilith

Me lembro da primeira vez qe a v

domingo, 3 de julho de 2016

Anderson, Giuseppe e Phillip

Andando sem rumo, dois skatistas e um cachorro. Uma conversa meio doida, o cachorro é o Phillip. Barbudo, o outro magrelo. Um morador do flamengo, outro de Ipanema. O coitado do Phill tava amarrado no poste da praça latindo feito louco porque queria pegar o skate do Peppe. Perdidos em Búzios para a temporada e brotando em CF pra noite caiçara.


Anderson, Giuseppe e Phillip

Andando sem rumo, dois skatistas e um cachorro. Uma conversa meio doida, o cachorro é o Phillip. Barbudo, o outro magrelo. Um morador do flamengo, outro de Ipanema. O coitado do Phill tava amarrado no poste da praça latindo feito louco porque queria pegar o skate do Peppe. Perdidos em Búzios para a temporada e brotando em CF pra noite caiçara.


Ana

Ela tem 17 anos e se chama Ana Maria. Ana Maria gosta de cinema, de música e de literatura. Guarda em si a vaidade de parecer diferente de todas mas todas as outras garotas de 17 também parecem diferentes de todas. E os garotos também. Será esse o precipício de cada geração? É uma dor incrível o quanto eles tentam se apartar uns dos outros.




Daqui vejo os posters na sua parede branca: Renato Russo, Blink 182, Marilyn e algumas outras fotos e desenhos colados aleatoriamente.

Ana Maria ama. E ela sabe bem que amar é uma causa perdida. As pessoas não sabem o que é o amor e de vez em quando até ela mesma se questiona se o compreende. Eu posso ver, daqui dessa janela onde estou a espiando, a dor que ela guarda junto ao coração. Não é infarte, é um calor estranho e inexplicável.

Diagnosticou altas doses de egocentrismo na sua fala, nos seus atos. É sincera, a moça. Reage mal a tudo, é ferida. É assim, odeia e adora com facilidade mas nunca guarda nada de ruim. Percebo também um medo de ser, uma paranoia que a persegue.

Conheço muito bem suas ressacas morais, suas crises, seus arrependimentos. Ainda há o arrependimento das oportunidades desperdiçadas. Isso todos nós temos, não é? Então, o que há de errado, de especial, de belo em cada um? Somos iguais mas a discrepância grita.

Ela deseja uma vida completa e morre todos os dias. Seus sonhos a assombram pois eles expurgam a bagunça e falta de clareza que ela tem sobre a vida. Alguns dias posso ouvir seus gritos. Me aproximo da janela e a vejo arrancando cabelos, em lágrimas, nas madrugadas frias.

Queria poder a acolher, a proteger de toda a dor, da consciência de que vivemos numa linha de perpétua insatisfação e dúvidas. Eu a ajudaria com a morte mas privar Ana Maria da descoberta seria um crime maior do que salvá-la.

Silêncio se faz quando ela chega no quarto. Eu a observo da minha poltrona, do outro lado da rua, no prédio vizinho. Será que um dia ela conhecerá meu nome?

Bullying, veganism and my dear indian friend

Hey, those who hate us, hates us because they can't be like us.

They are afraid that you are a better person than they are.

That you care for this world and they are in awe of you.

And if they can't face you then it is their flaw not yours. Be who you are. 

If you want to be better than the rest and be different from the crowd then be prepared for people like them.

There will always be people who will bully, will make you make second guesses about the choices you made. 

But let this not disarm you and be disheartened.

If people are against you for doing something good then it means you are on the right track.

Stand by the choices you made and carry on, if they can't stand you then this is their concern and burden not yours.

Be strong, be brave and face the world.

terça-feira, 28 de junho de 2016

elysemelo.com

Design por Butlariz