segunda-feira, 18 de julho de 2016

I did not want to be the one to forget

Agora eu compreendo a marretada que a palavra saudade representa. Sentimos saudade de um fantasma, de uma pessoa em um momento completamente perdido no tempo. Ah, o tempo. O tempo destrói os rostos mais bonitos e não é por causa da falta de colágeno na pele. As rugas aparecem em pessoas cansadas de desejar algo que se foi e nunca voltará. Novos dias de glória que jamais chegarão para todos nós, mortais, involucros de almas eternas e perfeitas.

Corrompi nosso beijo com lascívia, corrompi meu coração porque procurava outra pessoa em suas carícias. Querido Deus, cuide dele enquanto estou longe. Ficarei longe por muito tempo, por eras, por séculos. Cuide dele, Senhor, cuide dele. Jogaria a mim no fogo se houvesse uma garantia de preservar aquele coração puro intacto para sempre, queimaria entoando cânticos de amor se a segurança do meu mestre fosse garantida. 

Quanto ao mais, não me importo. Conheci o desespero e ele roubou todos os tesouros escondidos em mim. Trasformado em um buraco fétido de falta permanente aguardo a morte sem ter muito o que fazer além de me entreter com futilidades. Aguardo o lampejo de liberdade e a cadência da grande e brilhosa estrela na hora de partir e mesmo assim insisto em estar aqui. 

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