terça-feira, 23 de maio de 2017

Gustavo

Por muito tempo, me senti presa em um mundo que não me compreendia. Sozinha e sem amigos. O quão injusta fui? 

As verdades mais dolorosas eu ouvi da sua boca. Seu criticismo enjoado e saltitante me fizeram crescer muitas vezes ano longo dos últimos 18 anos. Amizade de uma vida, como algumas que tenho o orgulho de colecionar. Não por mérito meu, mas por total sorte de ter nascido perto de gente tão linda por dentro. Chame o acaso de Deus, de destino, de qualquer coisa que quiser. Fato é que quando você me disse que eu não era confiável, eu chorei copiosamente por horas porque sabia que era verdade.


 Naquele tempo, nem eu confiava em mim mesma. Seu comentário foi superficial e talvez até um pouco injusto, mas me atingiu como uma bala de prata atinge um vampiro. Eu tenho o péssimo hábito de esconder coisas de mim mesma para não lidar com a realidade. Não enxergo os defeitos do meu próprio caráter. Estou tentando mudar isso. A verdade sempre foi a única forma de me calar. E, você, Gustavo, tem sido o porta-voz da verdade na minha vida e em muitas outras vidas.


Seus doces sonhos e planos. Vencer o estigma social e étnico. Mergulhar profundamente num oceano desconhecido e de ondas cada vez mais desafiadoras. Você é um exemplo de justiça. Estarei aqui para ver a realização de cada paisagem idealizada pelo Criador.  Eu consigo ver um pai em você. Entende do que eu falo, não é? Você é o pai, Gustavo. Eles precisam de você. Nunca abandone sua arte, sua essência. Se apegue a tudo que é intrínseco. Não se deixe afetar pelo sistema, triunfe sobre ele.


 Encerro por aqui porque já está ficando deveras místico para o meu gosto. 




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