domingo, 15 de julho de 2018

CDR: Vida de Deus

Me lembro de acordar naquela manhã com gosto de sola de borracha na boca. Os flashes da noite anterior já estavam surgindo quando consegui me levantar na quinta tentativa sem ver tudo ao meu redor desmoronar.

Aquele tipo de ressaca já era rotina, catar os caquinhos das garrafas e das alma quebrada também. Tudo em mim era angústia, aflição, opressão, medo e um desespero. Eu sempre busquei um sentido porque não consegui encontrá-Lo no povo que nasci.

As recordações do meu passado, as histórias dos grandes heróis do passado, algumas cantigas de guerra e de agradecimento... Elas sempre vinham à memória nos momentos mais curiosos. Porém, naquela manhã outra coisa veio.

Eu chorava no meu quarto, pensando em comprar finalmente os benditos remédios que me fariam dormir para sempre em paz. A última golada, com um bom vinho chileno que eu havia comprado no mercado. Misteriosamente, o que eu achei que fosse o dia da minha morte realmente foi.

Não para de ler, não é o tipo de história que as pessoas vem do além para contar e te aterrorizar. Eu vim para te apontar o Caminho. O mesmo que me matou naquela manhã de ressaca e a morte que eu busco todos os dias.

Eu e a Dona Morte já fomos bem próximas em espírito. Eu costumava bailar com ela desde criança, minha alma rachada pela dor que ela me causou não buscou vida. Minha maior vontade sempre foi morrer assim como meus queridos amigos morreram.

Sem mais delongas: morri para mim. Como num filme, ou talvez superiormente ao filme mais bem roteirizado que já vi, eu pude ouvir uma voz. A voz me dizia que eu não nasci do álcool para que ele me levasse, muito menos da depressão ou dessa lacuna que sempre busquei preencher.

"Ei, estou aqui e quero responder suas perguntas." Eu estava desnorteada demais para entender tudo o que estava acontecendo, mas o fato é que o próprio Deus invadiu meu quarto e me resgatou, como um bom pastor que busca sempre a ovelha perdida e não descansa até que ela esteja de volta ao aprisco.

Eu sempre soube que se Ele viesse, seu olhar seria para mim irresistível. Abandonei tudo que pude para seguir essa voz que renovou minha identidade. Gradativamente, deixo mais coisas ruins pelo Caminho.

Seguir a Jesus, o Nazareno, que loucura. Glória ao Deus que teve misericórdia de um povo que não clamava por Ele. Graças ao Deus que ama tão violentamente que destrói minhas muralhas todos os dias. Santo é o Senhor, YHWH, Deus de Israel.

O quão incrível é poder participar da VIDA? Porque antes eu estava morta em mim mesma, para mim Ele veio. Hoje, tenho a Vida de Jesus em mim. Como resistir ao chamado? Como você pode resistir ao amor de um Deus que se fez maldição para que você fosse chamado de "bendito do meu Pai' no último dia?

Essa é a minha esperança, é nisso que busco pautar esse novo cotidiano. Se todos os dias eu não encontrar Jesus eu morro, porque tudo é esterco ao redor e nada mais faz sentido se não o Reino Inabalável que em breve vem.

domingo, 8 de julho de 2018

CDR: Santa Ceia

 O evangelho só funciona quando ele pega a pessoa nojenta e podre que você é, sacode e quebra até a vergonha dominar todo o seu ser. Por que? Por ser tão miserável e desprezível a ponto do próprio Deus ter que vir em carne pra te salvar de si mesmo e da lama do pecado que você vive se metendo. Quando o evangelho te apresenta um Jesus que veio pra lavar seus pés e não te apontar os erros, você só consegue sentir seus miolos fritando e suas lágrimas amargas pelo rosto. No caso, lágrimas amargas se você se arrepender de forma genuína. Se você sentir só remorso, mais fácil ir pra forca, não é? Mais fácil ser como Judas Iscariotes e se matar espiritualmente porque o pecado presta mais que Jesus de Nazaré pra você.

Você também sente constrangimento ao lembrar de Cristo ensinando aos discípulos que viemos para servir e que se Ele não nos servisse não teríamos parte com ele? Você se importa com o Senhor?

Durante a santa ceia, ao ver aquele pedaço de pão que simboliza seu corpo e imaginar sua pele sendo rasgada por causa de mim... E o pequeno cálice com o que representava seu sangue? Isso me trouxe vida. Eu sou tão inútil que matei o filho de Deus. Eu sou tão podre que taquei pedra e ri da cara dele enquanto Ele se derramava em amor por mim. Sim, por mim, a pessoa que o ridicularizou. Ele até orou por mim na noite anterior. Por você também, mas você provavelmente presta mais que eu. Sou indigna, eu realmente merecia morrer com força, continuo não prestando se Ele não está presente. Você sabe quem eu fui?

Eu fui uma prostituta. Um viciado. Um idólatra, adúltero e um hipócrita. Eu fui um assaltante, um assassino, um traficante. Por minha causa morreram centenas de crianças, eu as matei de fome e de sede. Por causa de dinheiro, eu processei meu pai idoso em busca de uma herança maldita. Eu sou o pastor que bateu nas paredes de um templo construído por mãos humanas gritando que era meu e que se alguém não aceitasse meu caso extraconjugal eles poderiam ir pra rua. Eu fui o marido que espancou a esposa enquanto ela orava pedindo a Deus para eu voltar em segurança do bar. Por minha causa mais de 50 jovens se afastaram da coisa mais parecida à uma família estruturada que eles jamais tiveram. Eu sou aquele que só soube criticar ao invés de ajudar. Eu sou aquela se fez de sonsa, fingindo que não era comigo quando o pregador falava “VÁ E FAÇA DISCÍPULOS”.

Meu sonho é que eu morra, de verdade, porque quando eu morrer vocês só verão Jesus através de mim. Enfim, como aceitar/compreender que Jesus (perfeito, Rei, justo, absurdamente lindo e bondoso) poderia ter algum interesse no ser humano estragado que eu sou? Isso jamais vai entrar na minha cabeça, eu acho.

O que me resta, ao lembrar de seu sacrifício, do seu amor e do seu serviço? Entregar minha vida pelos meus amigos como ele fez e me ordenou a fazer. Ser imitador dele. Não dá pra ser apenas servo, ir aos domingos, manter uma vidinha pacata, casar e ter filhos e depois esperar a aposentadoria. Se esse Jesus me quis, então eu quero ir nisso até as últimas consequências como Pedro fez (morreu crucificado de cabeça pra baixo). Ou ainda, como Paulo, nosso apóstolo aos gentios, que morreu com sua cabeça cortada. Se Jesus me quis eu quero Ele, não que eu tenha uma opção melhor, sabe. Sem Ele eu morro e sou torturado eternamente num lugar onde só existirá choro.

Outro dia Ele disse que nesse nosso novo lugar não haveria mais choro e eu chorei mais alto ainda. Eu não conheço nada além de dor e de choro, amargura na alma, essa rachadura aqui no meu peito que não para de sangrar. É louco pra mim pensar num lugar que isso não existe.


Por que não acreditar no poder do evangelho? Nesse poder misterioso que fez os 11 morrerem tragicamente, estraçalhados por perseguição, com sua fé inabalada? Não somos mais apenas servos, nos tornamos amigos e um amigo como Jesus é um amigo pelo qual a gente dá a vida. Ele deu a dele por mim, o MÍNIMO que posso fazer é dar a vida por ele e morrer com ele.

Que assim o conheçam, que sejamos conhecidos por dar nossas vidas por quem cospe na nossa cara, ri de nós e diz que você é só um carpinteiro mumificado numa Igreja corrupta, prostituida e perversa.

Que não sejam apenas palavras ou moveres, mas que o poder que há no seu evangelho seja tão real e que quando formos levantados contigo todos os olhares se atraiam. Você foi levantado e me atraiu, que eu possa fazer o mesmo, essa sempre será minha meta na vida

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Crônicas do Reino: Casamento Real I

A minha história sempre foi marcada pela dor. Quando eu era criança tentaram me matar, tentaram matar os de minha casa paterna. Por muito tempo vivi perdida e sem alimento, nem mesmo tinha aonde dormir. Eu vivi entre os porcos, comi junto com eles quando podia. Não tinha um lar seguro, nunca tive alguém que me defendesse ou me ensinasse alguma coisa útil. Depois de muito vagar, parei na porta do palácio do rei mais famoso da minha região.

Ouvia-se que ele era como um leão em suas batalhas e destruía toda injustiça com seu exército poderoso. Vitoriosamente, batalhava pela verdade e com muita alegria era ungido. Cansada de tanto caminhar, com fome e muita sede, sentei em uma pedra e esperei. As lágrimas insistiram em rolar. Então, minha sorte mudou de repente. Uma moça disse que eu precisava acompanha-la até a sala do trono do rei. Me conduzindo pela mão, passamos pelo portão que para nós se abriu.

Ao entrar no palácio fiquei assombrada. Nunca tinha visto tanto ouro, topázios, diamantes, esmeraldas... O piso de marfim me lembrava alguma paisagem que eu já tinha visto. Haviam esculturas, pinturas de heróis do passado e instrumentos musicais posicionados no grande salão de recepção real. Nas estantes que iam do chão ao teto, muitos livros e coletâneas de milhares de temas e idiomas de terras distantes. A moça que me levou até lá, pediu que eu aguardasse um pouco. Eu fiquei só no salão do palácio. A sensação de que eu estava perto da sala do trono do meu rei queimava meu coração de alegria.

Olhei pra minha roupa rasgada e suja e só queria correr pra bem longe daquele lugar tão maravilhoso. Eu pensava, “sou indigna”. Que graça, que beleza, que interesse o rei poderá sentir por mim? Só não corri pois alguma coisa me dizia que eu poderia não ter outra chance de falar com o rei, senão aquela. Isso se ele me recebesse naquele dia.

Algumas servas me levaram até um quarto cheio de moças lindas com seus cabelos negros, cacheados e muito longos. Uma delas se levantou, seu sorriso cativante, e me levou até a sala de banho. Minhas roupas foram cortadas, pois aquelas vestes jamais me serviriam de novo. Jogaram todos os meus pertences no fogo. Eu tinha vergonha da minha nudez, pois na minha nudez os meus machucados ficavam expostos.

As servas, percebendo que eu estava constrangida e cheia de vergonha, me acalmaram e limparam cada machucado meu. Alguns machucados doeram demais para serem limpos, até alguns vermes que se alimentavam de minha carne apodrecida apareceram. Eu gritei algumas vezes, mas entendi que esse era o processo de cura. Depois que fui limpa, elas derramaram óleos e bálsamos curativos nas minhas feridas. O bálsamo de Gileade, como elas chamavam, sarou tudo que minha vida difícil tinha me feito.

Finalmente, elas me conduziram à uma banheira de águas quentes e muito perfumadas. Senti felicidade verdadeira, uma alegria que não consigo descrever, pois entendi que elas estavam me preparando para ver o rei.  Ao sair do banho revigorante, vestes lindas e bordadas tão habilmente me esperavam. Ao terminar de me vestir, a mesma serva do sorriso cativante me entregou uma caixa cheia de joias reais e me vestiu com um lindo vestido bordado.

Nos entreolhamos e entendi que agora era a hora de encontrar o rei.

Parte II em breve aqui.

domingo, 17 de junho de 2018

Crônicas do Reino: A batalha de Har Meggido

  • Estou vazia. Escondida na tenda do meu pai, no meio do acampamento, seus guerreiros afiando suas espadas para a próxima batalha. Entre as frestas dos tecidos, posso ver que as mulheres e as crianças do meu povo estão entrando e ficando em silêncio. Existe uma certa expectativa no ar, alguma coisa diferente de todos o outros dias que tivemos até então.

    Olho em volta, não consigo chorar mas é como se todo meu espírito estivesse se agarrando à minha coluna. Outro dia, meu pai me ensinou os nomes que os homens do futuro deram pras duas primeiras vértebras que seguram nossa cabeça no lugar. Atlas e Axis. Ao que tudo indica, nome de alguma lenda de um povo distante. Ele estava sorrindo muito para mim nesse dia.

  • Papai não chega, queria vê-lo caso essa fosse a última vez em vida. Não que ele vá morrer, mas e eu? Nem mesmo um arco eu sei segurar direito. Nossos inimigos são exímios arqueiros. Queria ter ouvido antes quando me falavam das artes da guerra. 

  • Ouço o som de um grande exército marchando. Ora bolas, se papai é o general, porque não convocou nossa infantaria pra fazer a resistência? Nem sei se é assim que se chama, as aulas de música e artes prendiam mais minha atenção. Eu sempre gostava mais de estar entre as cordas dos violões dos nossos amigos, mas ninguém dava muito atenção pra mim no meio deles. Não que eu me importasse, já que sempre fui a menor da nossa casa. Tudo que sempre quis era estar no meio deles!

  • Eu costumava andar pelos campos cheios de trigo, brincando no meio dos trabalhadores. Enquanto eu desenhava com o pincel novo feito com as penas de um bichinho fofo que encontrei voando, ouvia ao fundo e ao longe o som dos tambores. 
    Era o sinal de que eu já poderia me encontrar com papai na frente dos seus amigos especiais e muito amados. Sinto saudade dessa época, nossa gente ainda não tinha se separado entre todas as nações.

  • Miguel chega apressado e me puxa pelo pulso, meus pés não correspondem. Onde está o meu papai? Os olhos do nosso servo estão marejados e ele não consegue nem abrir a boca. Seu espírito também doí mas não sei porquê. Talvez porque nesse mesmo minuto em que penso tudo isso, nosso sangue esteja sendo derramado no campo. Muitos desistiram pelo caminho até o vale, costumávamos chamá-los sempre para voltar à nossa aldeia. Alguns voltavam e era sempre uma grande festa.

  • Miguel deve conseguir sentir o que meu pai sente. Será que temos todos essa ligação? Como não dei nem um passo em direção ao refúgio preparado por papai,  ele me pegou no colo e está correndo com muita coragem. Ele não olha pra trás. Eu sei que minha boca faz muitas perguntas e tudo que ouço em resposta é a frase “Quem é como Nosso Deus?” repetidamente. Eu sigo sem fazer ideia 
    do que está acontecendo lá longe.

  • Talvez tudo isso tenha começado quando os nossos inimigos tentaram tirar minha vida há alguns anos. Eu não entendi porque sentiam tanta raiva de nós mas papai apontou pra Coroa que ele havia me dado quando eu nasci.  Se fosse pelo nosso Reino, eu até morreria mas papai diz que essa guerra é dele e que ele mesmo vai se vingar. Me lembro do que meu irmão mais velho me disse sobre vingança... Algo sobre pedir para que Deus não os destrua, mas que os perdoe por qualquer mal. Ah, nesse caso ele estava falando de outras pessoas. Nossos inimigos são de outro lugar que não da terra. Pra esses não há mais salvação, só separação eterna do nosso Reino.

    São histórias antigas... Não lembro bem mas gosto muito de sentar ao redor da fogueira e ouvir meus irmãos menores cantando e contando sobre a fundação de tudo. Parece que esses que quiseram me roubar a Coroa, queriam a coroa do Rei e também queriam ser tão fortes como meu papai. Aposto que existia saída pra toda essa bagunça se eles tivessem se arrependido de pensar tal absurdo... Eu entenderia tanta briga se meu pai fosse ruim, mas a cada dia que ele acorda e eu entro no seu quarto para que ele me conte uma história, ele parece ser mais justo, mais bonito e mais bondoso. 

  • Ele nem grita comigo quando faço algo algo errado, tipo ir pular na lama com os porcos. As vezes eu ia, mas prometi que não vou voltar lá. É divertido mas é mais legal brincar com as nossas ovelhinhas. Enfim, ele só pede que eu entre num lugar onde tem um líquido vermelho que deixa meu vestido branco de novo. Depois de entrar lá, meu irmão mais velho explica porque a lama é ruim, eu choro um pouco porque sei que o líquido vermelho custou um preço muito alto pro meu irmão. Ah, nem disse o nome dele! Ele se chama Emanuel.

Emanuel sofreu muito. Eu sei porque sempre que ele vai partir o pão na mesa, podemos ver as marcas na suas mãos. Ele levou muitas chicotadas também, por causa do líquido vermelho, aquele, sabe? Não imagino que poderia querer fazer isso com ele... Papai sempre diz que tem um plano e os dois começam a rir entre si... Um dia eu ainda vou entender!
  • Agora, Miguel e eu chegamos numa caverna aonde podemos ver todo o vale. Vejo vários dos meus irmãos... Estou segura e agora ele está partindo. Vejo meu papai e seu poderoso exército, ninguém jamais os resistiu. Eu costumava fechar meus olhos nas batalhas, mas nessa eu não quero. Se eu te contasse o que estou vendo, você também abriria seus olhos e não temeria.                                              

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Ateísmo e Incredulidade: a Igreja falhou II


É sempre muito fácil ser como uma pedra dura, irredutível em suas opiniões e ser autocentrado a ponto de não reconhecer que toda história tem múltiplas facetas.

Por estar em constante aprendizado e evolução pessoal, como escritora e em Deus foi que decidi continuar a série “Ateísmo e Incredulidade” com a parte II do artigo “A igreja falhou”, que você encontra aqui.


Isso não é, de forma nenhuma, uma retratação. Isso é um alerta. Assim como meu primeiro artigo foi o grito desesperado de um coração massacrado, meu objetivo aqui é mostrar a luta incansável de homens e mulheres que decidiram responder ao chamado de Jesus e que constantemente levam “mordidas de ovelha”.

O trabalho incansável e solitário de anos e anos tem sido ameaçado pela apostasia. O que é apostasia? Em linhas gerais, é o abandono da sã doutrina dos Apóstolos e da clareza no Espírito.

Existe uma necessidade de se estabelecer, nas cidades brasileiras e especificamente em Cabo Frio, uma certa oligarquia gospel. Eu vejo isso acontecendo há vários anos, com vários pastores e congregações. A necessidade de aparecer, de pregar uma teologia de prosperidade mentirosa que não tem nada com o puro evangelho, de se mostrar um empreendedor de sucesso e um “Ungido” quando o teto é de vidro e a raíz é podre.

A Igreja brasileira falhou pois abandonou as escrituras e a simplicidade, se perdendo em shows, em sistemas e na morte que é achar que Deus deve acatar seus desejos. A espera por milagres que resolvam todos os problemas da sua vida NÃO é o evangelho de Cristo.

O seu pecado de estimação, aquele gostoso que ninguém sabe, não te incomoda porque a sua raíz está sendo sufocada por espinhos. O evangelho que você escolhe o que vai ou não seguir e o que você vai receber de Deus hoje não é o evangelho de Cristo.

Por mais que Cristo tenha vencido tudo na Cruz, pagado o preço da nossa liberdade, Ele mesmo avisou que teríamos aflições. Dizer que você vai vencer tudo que se levantar contra você sempre, no nome de Jesus, é MENTIRA. João 16:33 diz:


Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

O Senhor nos concede vitórias, mas o cristão verdadeiro também morre de câncer. Isso não quer dizer que ele estava em pecado ou não creu no poder miraculoso do Cristo de Deus. Nossa promessa não é para este mundo, é para a Nova Jerusalém. Nosso corpo incorruptível não é esse, receberemos novos corpos. Assim diz em Filipenses 3:20-21:


No entanto, a nossa cidadania é dos céus, de onde aguardamos com grande expectativa o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nossos corpos humilhados, tornando-os semelhantes ao seu corpo glorioso, pelo poder que o capacita a colocar tudo o que existe debaixo do seu pleno domínio.

Jesus não veio pra te deixar confortável na sua mesquinharia, na sua imoralidade sexual, na pornografia diária, no sexo fora do casamento, no desvio sutil de recursos que você faz na contabilidade da empresa, na sua vaidade ao pegar o microfone pra falar da sua conta bancária cheia, no seu desejo oculto de ser reconhecido e aplaudido pelos homens.

Ele veio pra tomar o trono na sua vida, mas você não quer levantar pro Rei se assentar no comando. Se você esperava doces palavras de amor, saiba que o amor que não merecemos foi morto, ridicularizado e torturado numa Cruz há 2 mil anos.


Eu reitero as palavras do primeiro artigo, com mais sabedoria e temor do Senhor nesse segundo. Desmoralizar a Igreja brasileira, difamá-la, não é meu objetivo. Os lobos já fazem isso muito bem, as ovelhas zumbi também.  Reconheço também que existem genuínos apascentadores estabelecidos por Deus nessa terra, jamais diria ao conhecer pessoalmente as pessoas que citei anteriormente na parte I desse texto.

Aliás, meu ateísmo e minha incredulidade eram mais a respeito dos cristãos do que da pessoa de Cristo. Como alguém que não o conhece vai se sentir bem perto de crentes que são como um lixão apodrecendo à céu aberto? O pecado fede, as aves de rapina estão pairando ao redor ansiosos pela oportunidade e abocanhar sua carniça.

Refaça seus votos com Jesus, expulse as aves de rapina assim como o pai Abraão fez ao estabelecer a aliança dele com Deus em Genesis 15:11. Durma agarrado com a palavra, se enconda na Cruz. O tempo é chegado, a hora de se levantar como um guerreiro forte e destemido está ai.

O mundo não vai melhorar, mas é possível que a presença dEle através da sua fidelidade transforme uma vida.

sábado, 19 de maio de 2018

Medicina na Bolívia

Hoje vou falar um pouco sobre minha opção de cursar medicina no exterior, porque escolhi a Bolívia e algumas informações gerais sobre a faculdade.



A decisão

Desde muito cedo, eu dizia que queria ser médica que "tira bebê da barriga'. O tempo passou e no ano do vestibular eu estava mais perdida e deprimida que nunca e em agosto decidi que faria mais um ano de cursinho pré vestibular, no caso, pra Direito (ou Cinema).

Em 2017, lá pra maio, o Pedro e eu decidimos que íamos morar na Argentina e estudar na UBA (meus pais compraram a ideia hahaha). E aí, o questionamento me surgiu de novo: por que você não faz medicina? Decidi que era isso que eu ia fazer e comecei a arquitetar minha mudança, fazer contato com imobiliária, etc.

Num belo dia de sol, fui comprar sapatos com minha mãe e a gente cruzou com uma pastora que conhecíamos em umas 6 lojas consecutivas. A pulga começou a morder atrás da orelha, sentamos e começamos a conversar. Eu disse que estava com planos de fazer medicina na Argentina e ela disse que conhecia uma menina de sua igreja que estava aqui em Santa Cruz de la Sierra.

Mais cedo naquela semana, um amigo de longa data do meu pai, também sabendo da informação de que eu iria pra Buenos Aires, levou meu pai no escritório de uma moça que tinha a filha estudando - pasmem - em Santa Cruz de la Sierra.

Pasmem mais: era a mesma menina. Depois de muita água rolar por debaixo dessa ponte, de muita dúvida, de preconceito com o país (da minha parte), de muitas pessoas se levantando pra me fazer fracassar... Estou aqui e divido um apartamento com ela. Na época, eu pensava que era só uma coincidência estranha, mas hoje vejo o cuidado do cara lá de cima nessa história toda.

Ucebol

A Univesidad Cristiana de Bolivia é a única acreditada ao Mercosul em Santa Cruz de la Sierra, isso significa que ela tem o reconhecimento do bloco em questão da carga horária, da grade curricular e das instalações acadêmicas. Está em voga a questão do Revalida, temido por muitos que pensam em fazer um curso de medicina no exterior, e as informações são que estão sendo feito acordos que liquidem a necessidade de fazer uma prova de revalidação e/ou complementação no Brasil. Segundo informações do portal de comunicação da Ucebol, Chile e Argentina já aceitam diplomas dos países signatários sem maiores problemas.

A universidade conta com 10 blocos, quadras de futebol, basquete, laboratórios para as aulas práticas e uma clínica universitária. Além disso, conta com uma "força-tarefa" de alunos integrados ao serviço social e a atenção básica da população, através do SEAS.

Valores

A mensalidade, no primeiro semestre, é de BOB1296. Ou seja, cerca de R$650. Além desse valor, que pode ser dividido em parcelas até 5, ou quitadas de uma vez com 5% de desconto, paga-se a matrícula num valor aproximado de BOB150. BOB é a representação da moeda boliviana, o "Boliviano". Em 19/05/18, com a alta do dólar e o desequilíbrio do câmbio entre Brasil x Bolívia e USA,  1 real vale cerca de 1,84 bol.
Quanto ao aluguel, tudo depende do estilo de vida que o estudante está disposto a ter. Os preços variam muito entre monoambientes, apartamentos e até casas. Você também tem a possibilidade de dividir um apartamento mais caro e confortável com várias pessoas, dividindo assim as despesas.

Vestibular

A Universidad Cristiana de Bolivia não tem nenhuma prova eliminatória. Existem provas para ganhar bolsas, ou como se chama aqui, "beca". Existem vários tipos de beca, aliás. Acredito, depois de ter passado pelas duas parciais do primeiro semestre, que o decorrer do curso elimina os fracos demais para continuar por si só. Perto de 20/50 alunos já abandonaram o curso nos primeiros 3 meses.

Sistema de Avaliação

A Ucebol tem 3 provas durante o semestre.

1ra Parcial: teórica e prática = 25 pontos
2da Parcial: teórica e prática = 25 pontos
Exame Final : teórico e prático = 35 pontos
Trabalho de Investigação = 10 pontos
Assistência, que é a presença nas aulas, essencial pra ser permitido fazer o exame final, no valor de 5 pontos.

Esse é só um post inicial dando um panorama sobre estudar medicina aqui na Bolívia. Em breve mais posts. Pra dúvidas, utiliza a caixa de comentários abaixo ou me procure nas redes sociais, em todos os lugares, é @elyvmelo.

Espero que tenham gostado, até a próxima!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Bloqueio Criativo

Todo o meu corpo, físico e aquilo que chamamos de alma, psiqué ou intelecto, estão profundamente cansados mas eu não poderia deixar passar esse sentimento que veio, não se revelou por inteiro e como macaca velha eu sabia que tinha que começar a escrever para ele parar de se esconder nas profundezas frias de onde sei lá esse tipo de bicho cabeludo se esconde.




As vezes eu sinto que minha arte é uma grande bola de cabelo (eu estou me divertido na construção dessas frases), daquelas nojentas que ficam grudadas no ralo  e você sabe que uma hora vai ter que usar as próprias mãos - com luva não dá - e jogar no lixo. O pior: você sabe que é seu cabelo, até ai tudo bem, mas o xixi que você insite em fazer diariamente no box também passou por ali. Foco.

Voltando a falar do emaranhado de ideias, dores, amores, cores, sabores que eu comecei a esguichar no papel e posteriormente no teclado do computador ainda bem cedo (há relatos de que na primeira série minhas professoras tiveram que filtrar o conteúdo explícito de violência de um conto meu sobre mortos vivos)...

Meus ídolos. Dá pra acreditar que meu tesão era me imaginar um dia no lugar de Clarice? Ridícula criança burra. A verdade é que não há tempo para os clichês, para os erros, nem mesmo para os acertos. Eu já deveria estar pronta? Tecnicamente, o ontem morreu e o amanhã tá com preguiça de nascer então o tempo não existe. Toda hora é hora de Toda Crônica.

E o que diabos eu faço com esse marasmo, essa vontade de reclamar de político e de sofrer. Droga, cansei de sofrer. E digo mais, cansei de xingar Deus e o mundo, porque muitos já fizeram isso e a postura irreverente dos meus 15 anos deu lugar à uma velha amarga e rabugenta (4 anos se passaram, pelo jeito, a prolixidade não).

Cansei de falar que cansei de cansar dos jogos de palavras, dos truques de mente e do frio da barriga da conquista. A verdade (como se ela não fosse capaz de gritar por ela própria, lá vou eu) (insira aqui a pontuaçao correta - que não me importa at all - pra uma segunda observação entre uma oração e outra -  desculpa decepcionar, esqueci a segunda, voltemos ao fluxo normal das coisas)) é que essa geração tem uma sensação de merecimento que me dá vontade de vomitar.

Lembrei o que eu ia dizer na bagunça que eu fiz antes de reclamar da minha geração. Eu ia dizer que não tem nada mais lugar comum que reclamar do hoje, pensando num ontem saudosamente melhor e conjecturando um amanhã ideal. É tudo uma merda, sempre foi, sempre vai ser. Seres humanos tem o dom de jogar qualquer avanço na lama com os porcos depois do frenesi inicial.

Enfim, é isso, vou continuar fantasiando no banho com os prêmios pela escrita medíocre que nunca vai ser reconhecida. Sequer lida. Sequer publicada. Sequer lembrada. O que seria da arte sem mim, não é? Meu santo ofício. Inverta a pergunta. Sigo escrevendo.




sábado, 12 de maio de 2018

Cabofriense Blasé

Eu tento não odiar minha cidade natal e o lugar que passei aproximadamente os últimos 18 anos da minha vida, com felizes escapadas para o interior mineiro, para o litoral do Nordeste e para a Europa. Estou com fome. Esses dias critiquei a biologia humana por me obrigar a fazer xixi. Tem dias que você não quer fazer xixi. Contei isso pro meu namorado e ele riu como se eu não estivesse fazendo sentido. Por que vocês não entendem? Bem, talvez seja papo de maluco.

Eu não sei se é mania, se é a energia da cidade, se é a criação familiar. Não há nada aqui. Bonitas praias não formam um ser humano. Não há nada aqui. Nada de louvavel além dos corredores da fria e abandonada biblioteca municipal. Eu adorava aquele lugar. Assim como amava o chão de madeira do Colégio Franciscano Sagrado Coração de Jesus, no prédio antigo que eu costumava me refugiar das aulas, das pessoas e da dor que minha existência inflamava no meu coração aos 14 anos de idade. Eu amava aquela bibliotecária e ficava desolada quando ela faltava por estar doente ou coisa assim. Ela me olhava fascinada toda vez que eu me perdia atrás do balcão procurando um pouco de Machado ou de Camilo.

Pausa dramática.

Eu saí de Cabo Frio. Ok, deve fazer 1 ano desde os dois primeiros parágrafos desse texto. Estou cansada do tom de retrospectiva que as linhas acima tomaram para si. Vamos falar do que está acontecendo agora, em Santa Cruz de la Sierra.

Eu nunca pensei em morar na Bolívia, na Argentina sim mas eu tinha um preconceito enorme com esse lugar aqui. Ridículo, como a maioria dos preconceitos. Santa Cruz é minha neverland e aqui eu estou conseguindo construir Rox, meu alter ego. Rox e eu não estamos muito escritoras hoje e, certamente, ela é um tanto quanto menos disciplinada que eu (o que equivale há -1, porque meu nível de disciplina para escrever é 0). Que minha futura editora não leia isso, amém. Decidi fazer uma montagem de fotos, como um mural de referência.


Tempo Profano

São quase quatro da manhã e eu estou cansada demais para escrever. Sigo escrevendo. Já passei da época de sangrar no papel e chorar minhas mágoas de criança. Já passei da época de me comover com meu próprio sofrimento. Também estou cansada demais para dormir. Fala-se muito da liquidez, da pós-modernidade, das verdades relativas e de toda essa reformulação do modo com que nos relacionamos com o mundo.
Como as coisas podem mudar tanto tão rápido? Será que não estamos num limbo de fracasso, onde nada novo pode ser criado, porque tudo já existe inclusive textos similares a esse em milhares de idiomas diferentes? Será que não é tudo um terrível pesadelo? Apenas estamos todos querendo negar desesperadamente que não temos nada. Absolutamente nada. Nenhum Deus, nenhum futuro, nenhum objetivo em comum.
Nada que nos prenda ao tempo, nada que possibilite que transfiramos nossas emoções e memórias para algum lugar na eternidade. Nada que nos garanta que manteremos a consciência após à morte. E morte. Será ela uma boa e velha amiga que nos levará ao nosso lugar feliz? Algum lugar feliz e justo para todas as almas, afinal, não é essa a base de toda nossa filosofia e civilização judaico-cristã? E se Cristo, ou Platão, jamais houvessem existido? Que ideia teríamos? Não cabe a mim destruir pés de barro. Tudo já foi feito e eu nada de novo ou produtivo tenho a acrescentar. Voltando a indagação que me incomoda, o humano, o que diabos é um humano? Se você olhar no espelho friamente analisando suas formas, vai se reconhecer um alienígena. Todos os padrões de beleza se esfacelam perante tamanha estranheza.
Por que, mesmo nas mais isoladas civilizações, temos agarradas perguntas existenciais sob nosso couro? Que droga de brincadeira é essa que fazem ou que aconteceu por acaso? Por que minha alma quer voar como uma andorinha e meu corpo me prende ao chão? Do que é constituído e onde posso apalpar minha razão? Essas perguntas me torturam mas poucas coisas me deprimem mais que saber que milhares de vocês ignoram e constroem em volta de si edifícios odiosos de futilidade. Dramatizo eu tudo?
Reconheço minha arrogância porém não busco a redenção. Não por essa causa, não por me prestar a pensar. Busco redenção por ter o mal dentro de mim. Já disse e repito de novo: ela não está disponível no altar. Nem em coletivos políticos ou trabalhos voluntários. Caí em mim diversas vezes e por vários anos vivo os mesmos ciclos de loucura, medo, dor e solidão. Caí em mim porque eu sou minha pedra angular e minha pedra no meio do caminho e que vá pro inferno todo o resto. Sempre preferi pagar pra ver.
Sobre o amor e as desilusões, estou pronta. Para viver essa experiencia mortal ao máximo, aceitar que tudo acaba, desgasta e deteriora com a passagem dos anos. Entendo que vou desbotar como uma foto antiga e em breve sumirei. Minha existência jamais será lembrada, não farei falta e tampouco o movimento de translação se afetaria. Secretamente (e olha que guardo poucas coisas em secreto porque sou uma bocuda), cultivo a fantasia de que eu seja como ele. Que minha vida e obra sejas amplamente discutidas um século após minha morte. Entretanto, não tenho obra e isso não poderia ser chamado de vida.

"Quero morrer"

A cada dia, as horas passam mais rápido. Não tecnicamente, mas é o que me parece. 24 horas não são suficientes e meses passam voando. Frequentemente, me pergunto para onde foram tantos dias riscados no calendário. O que fiz nesses dias? Será que tudo sumiu em vão e, inevitavelmente, se perdeu para sempre? Aonde estava esse tempo todo? Ausentes de mim, presa na minha angústia.

Talvez você, na impaciência e no frenesi do consumo. Deslizando seu dedo pela timeline, lendo reportagens, comendo de pé na frente da TV enquanto as crianças estão atrasadas para a escola e o horário de almoço está acabando. Correndo para a academia, porque você tem que tentar prologar essa vida miserável e tentar ter um resquício da saúde que o estresse está consumindo aos 25. Ocupado, lendo livros de autoajuda, indo pra análise para se curar do que os relacionamentos e o sistema fizeram de você.

Quando você vai começar a fazer algo por você? Deixas as amarras de lado e de peito aberto ser corajoso e tomar o controle da sua vida? Eu bem sei o que é não ver saída. E também sei o que é não ter o mínimo motivo para viver um dia. Convivo diariamente com o demônio do pessimismo. Mas ele não me salvou de me machucar, magoar ou acreditar em pessoas e ser ferida por elas.

Decidi, como um último ato, me libertar. Não, fisicamente ainda não cheguei lá. Me entende? Mas, socialmente, luto todos os dias para manter e construir uma identidade minha. E o seu conhecimento, seu caráter, seu valores, ninguém pode tirar de você. Seja corajoso. Seja impetuoso. Passe por cima das dificuldades. Jamais esqueça de ser gentil com as pessoas.

Viva um dia após o outro nas batalhas. Quer desistir hoje? Quer cometer suicídio? Coma uma barra de chocolate, prepare sua comida favorita e durma. Não desista. Fique firme. Tente de novo amanhã. Cada dia é uma oportunidade nova de recomeçar e tentar mudar gradualmente essa realidade que nos sufoca. Nada é fixo, mantenha isso em mente. Tudo passa. Absolutamente tudo. Inclusive sua dor, seu sofrimento. Ele vai passar. Não posso e nem vou mentir prometendo uma vida feliz e plena todo o tempo. Mas saiba que a plenitude existe em alguns momentos e acredite em mim quando digo que cada lágrima e choro de agonia sozinho no seu quarto vale a pena quando você alcança esse momentinho pequeno e tão frágil.

Encontre algo que você ame. Sugiro arte. Música, cinema, teatro, escrever, ler, esculpir argila, pintar quadros, fazer tricô, costurar. Trabalho voluntário com crianças, animais. Identifique o que há de humano em você, os seus sonhos mais profundos. Tenha a audácia de sonhar de novo.

Olha, a vida é um período de experiências intensas: dolorosas ou magníficas. Ela vai acabar naturalmente. Duro de encarar, eu sei. Também sei que, as vezes, a dor e a falta de qualquer motivo pra continuar parecem se sobrepor as oportunidades temos ou que podemos criar. Você é o escritor da história da sua vida, faça o acaso trabalhar ao seu favor. É possível.

Estou disponível para conversar por e-mail.

Ao som de Cássia Eller


Escrito em 28/10/13


Cheguei em casa disposta a reorganizar tudo. A bagunça do armário, do coração e dos livros. Comecei com os livros porque achei que era a parte mais fácil mas a madrugada chegou e eles continuam empilhados no chão. O próximo ponto, de trás para a frente da minha lista, é arrumar a bagunça de dentro e nada melhor para fazer isso que escrever. Organizar as ideias que já tem fritado o resto dos miolos que minha rotina louca não fritou.
Questão básica e primordial: Quem eu sou? Pulamos essa por ser complicada demais para essa altura do campeonato. Segunda ques.. Não, espera. Isso aqui é vida e não prova de ENEM que a propósito foi hoje de manhã. Ou ontem, não sei. Aliás, sempre tenho dúvidas a respeito de ser ontem ou amanhã o dia que ainda estou vivendo antes de me deitar para dormir. Pra mim é hoje até o sol nascer.

Ok, vamos lá, foco (força e fé). O objetivo disso tudo era simplesmente dizer que eu sou uma bagunceira incorrigível? Já vamos pular para a primeira questão de novo… Eu sou totalmente confusa quanto a tudo o que eu quero ou vou realizar. E isso está errado de acordo com meu mapa astral, sabia? Leoninos tendem a ser seguros de si e saberem o que querem!!! Sou um paradoxo até para os astros… Mas nunca acreditei muito nisso mesmo.

Olhos vidrados fitando um ponto no nada pensando em nada também. É assim que eu sou na maioria do tempo e ainda tem gente que me pergunta se eu tô bem. Pelo amor, está escrito na minha testa que todas as gavetas da minha vida estão abertas e que isso está me enlouquecendo porque me encontro numa situação onde não consigo levantar da cadeirinha infantil do restaurante sozinha sem cair e me machucar (e é óbvio que isso é uma analogia à minha idade quase totalmente adulta – o que é uma mentira – e com minha vontade de por mãos à obra e tomar as atitudes que eu bem quero). Sorte sua. E minha também. Pelo menos, eu sei ler. Do alto da minha cadeira infantil de restaurante, por enquanto é o suficiente.

Escrito Jaz

Mariana foi para casa, depois de um dia longo de aulas tediosas puxou o caderninho de anotações diárias que mantinha e escreveu algumas palavras positivas. Algo como "amanhã vai ser legal" e o repousou sobre a cabeceira da cama, pois sabia que a mãe lia tudo o que ela escrevia durante a madrugada enquanto ela estava dormindo. Debaixo da cama, guardava o verdadeiro caderno de confissões, abriu-o e escreveu na primeira folha em branco que apareceu:

"Nunca fui muito fã de fazer as coisas como manda o figurino e é por isso que hoje começo pelo fim. Adoraria que esta fosse a minha carta de despedida desse mundo nefasto, que só me traz rancor e outros engôdos, mas sou covarde demais para deixar minha mãe em lágrimas no meu velório e suponho que isso mostre que ainda tenho um pouco de decência. Com a morte tive minha primeira experiência aos 10 anos quando papai foi tirado de mim, não sei ao certo, mas garanto que o que estava escrito na certidão de óbito era o menor dos seus problemas. Quatro anos depois, conheci o câncer de pulmão de meu avô que me ensinou que o único deus que devemos temer é a morte.




Ah, então você pensa que a solução para minha amargura é procurar Jesus? Eu o procurei com toda minha alma e devoção por anos, tentando não enlouquecer mas enlouquecendo, provando enfim que ele nada mais era que um carpinteiro. Aliás, se realmente foi carpinteiro... Pois não tenho como confiar no Império Romano e no que o cristianismo se tornou. Tudo me foi tirado e meu corpo está entorpecido depois de tantas punhaladas. Declaro meu ateísmo, pois de tanto buscar me cansei do sobrenatural e de ceder parte de meu raciocínio para confiar em algo que não existe.

Nunca fui de me relacionar muito com as pessoas, não sei falar com elas nem tê-las por perto. Queria desesperadamente ser sociável mas retorço-me todas as vezes que penso na possibilidade. Minha confiança foi minada e também não sei mais falar em público, nem em particular. Em grupos, fico em silêncio perdida em pensamentos. Sou mulher mas não me sinto como uma.
Quando ainda vivia a religiosidade, arquitetei quem eu queria ser. Madre Teresa, dar minha vida pelos pobres e desamparados, fazer o bem. Deus haveria de me recompensar numa vida póstuma e agora que reconheço os fatos não encontro o norte. O que eu deveria fazer? No que sou boa? Dinheiro ou amor?

O amor, aquele otário. Quantos otários e otárias, quantos beijos, quantas palavras e esperanças destroçadas, quantas camas, quantos gemidos, quantas promessas. Fodi tantas canções, com tantas canções e foi. Uma obsessão recente me sacudiu e ainda não me recuperei da queda. Eu vou, tenho que ter coragem. Ter coragem é chato, gosto de ser fraca e necessitada de atenção. Ninguém nunca viu nenhum problema sério em mim, todos pensam que sou normal, todos pensam que faço drama, todos pensam que estou exagerando. Ninguém me leva a sério quando digo que não ligo mais para o doce barulho do vento sacudindo a copa das árvores, não encham a porra do meu saco, eu daria tudo para fugir pra bem longe de mim, pra bem longe dessa arma letal que é meu ser."

Ela largou a caneta de lado, guardou o caderno de confissões, vestiu mais um de seus muitos sorrisos projetados e foi se sentar ao lado da mãe no sofá. Mariana era Nibiru em rota de colisão com nosso lindo planeta azul, mas ninguém nunca suspeitou.


* Escrito em 10 de Agosto de 2016. Por que não há palavra que morra, não existem frases que uma vez proferidas não ecoem pela eternidade. Eu não estou envergonhada ou com medo de quem fui e sou. Apenas grata pela possibilidade de transformação que me foi oferecida. Por que publicar agora? Porque eu sei que existe alguém que se sente exatamente da mesma forma. O dom da palavra me foi dado para que eu expresse palavras que outros não conseguem expressar, ainda que hajam gemidos inexprimíveis.

sábado, 5 de maio de 2018

Ateísmo e Incredulidade: A Igreja falhou

"Jesus disse: Esta voz veio por causa de vocês, não por minha causa. Chegou a hora de ser julgado este mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim." João 12:30-32



Eu nasci numa comunidade cristã protestante, com raízes presbiterianas e influência do movimento pentecostal dos anos 80 no Brasil. Eu cresci num ambiente cercado de fé, congressos, missões, contato com grandes pastores e líderes cristãos (tais como Pr. Luciano Subirá, Pr. Ari Caetano, Pr. Abe Huber, Pr. Ralf Fels, Pra. Liza Fels e inúmeros outros...), células, discipulado um a um e todo o pacote que encontramos nas congregações mais avivadas hoje.

Entretanto, desde meus 13 anos, passei por altos e baixos na minha fé. Sinceramente, mais anos em baixa do que em alta. Eu fui uma ateia assumida, uma crítica voraz da Igreja morta e hipócrita que vemos por ai, do Deus que não sai do seu trono soberano para ajudar as pessoas que morrem de fome, de sede e de doenças que elas não tem nenhuma culpa de ter.

Tu não és o Deus que cura? Por que matou meu avô de câncer? Tu não és o Deus que restaura? Por que a saúde da minha tia não foi restaurada antes de ela morrer por causa da anorexia? Você não é  auxílio sempre presente? Por que minha alma sangra, por que eu grito e você NUNCA me responde?

Esses são alguns dos questionamentos mais recorrentes que eu tive ao longo da minha adolescência. Eu tinha depressão, complexo de inferioridade, tomava ansiolíticos de forma despropositada, já pensei em suicido mais vezes o que meus dedos podem contar. Eu estava pedindo socorro e, não é como se meus líderes ou meus pais não pudessem enxergar isso.

Eu questionava Deus de uma forma tão natural e intrínseca que não compreendia quando as pessoas ficavam loucas comigo. Ninguém nunca me dava uma resposta. Ninguém nunca me ensinou apologética. Eu era um ser racional tentando compreender Deus de forma racional. Está escrito que pra se aproximar de Deus é preciso crer que ele existe. Como eu poderia me aproximar se eu não cria? Como eu poderia crer sem compreender e com tantas dúvidas?

A igreja falhou e falha com milhares de pessoas diariamente ao usar falácias, argumentos sem fundamento bíblico ou lógico e ao responder perguntas com ataques e acusações. Por que acusar e julgar uma pessoa que te questiona sobre a validade da sua fé? Por que menosprezar quem não consegue crer sem analisar fatos, sem pesquisa e ou profundidade no ensino? Por que não usar da honestidade intelectual, Igreja?

Se os próprios discípulos não creram em Maria Madalena, quando ela disse que o Salvador havia rescussitado, por que eu creria na sua experiência pessoal com o "mover" de Deus no culto? Se sua fé se baseia em ondas e moveres, não fale que o conhece. Mostre na Palavra.

Vocês sabem o que Cristo fez com um de seus mais chegados quando ele não creu?


"Tomé, chamado Dídimo, um dos Doze, não estava com os discípulos quando Jesus apareceu. Os outros discípulos lhe disseram: "Vimos o Senhor! " Mas ele lhes disse: "Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não crerei". Uma semana mais tarde, os seus discípulos estavam outra vez ali, e Tomé com eles. Apesar de estarem trancadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: "Paz seja com vocês! "E Jesus disse a Tomé: "Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e creia". Disse-lhe Tomé: "Senhor meu e Deus meu! "Então Jesus lhe disse: "Porque me viu, você creu? Felizes os que não viram e creram". Jesus realizou na presença dos seus discípulos muitos outros sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome." João 20:24-31



Jesus fez Tomé tocar as feridas abertas nas suas mãos. Jesus se revelou à Tomé. Jesus não o repreendeu por querer tocar em suas feridas, por querer saber aonde ele estava se metendo. Jesus deu à Tomé o necessário para que ele cresse. E se o necessário para que incrédulos, agnósticos e ateus creiam for a resposta (ainda que não conclusiva) dos seus questionamentos, um irmão mais velho na fé não deveria julgar e sim levá-lo à palavra. Obviamente, com interpretação correta, outra disciplina da teologia que nos falta nos dias de hoje é a exegese.

Geralmente, as pregações acerca dessa passagem acusam Tomé de ser uma geladeira espiritual e, exaltam os cristãos dos séculos posteriores a ascensão de Cristo, apenas porque creram sem vê-lo. Ignoram também, que o último versículo da passagem diz que os sinais foram escritos para que nós crêssemos. Ninguém buscar ler algo se não lhe desperta dúvida ou no mínimo curiosidade. Deus queria apresentar um documento físico acerca dos milagres de Jesus e da legitimidade de seu ministério.

Como alguém que relativiza as escrituras, que estuda a bíblia em busca de conforto pessoal e promessas econômicas pode dar uma resposta bíblica para perguntas como: como o Universo foi criado? Por que Deus nos deu o livre-arbítrio mas não escolhemos se fazemos o mal ou o bem? Por que Deus se manifesta em três pessoas se ele não está refém de espaço-tempo? Quais são as evidências que temos quanto a existência de Deus?

Não há preparo nenhum na maioria das congregações cristãs protestantes para esse tipo de questionamento. Eu poderia ter perdido a minha alma por isso (eu me esforcei bastante pra correr de Cristo, para ser honesta). E deixo aqui uma crítica, para que haja conserto: pastores, parem de segregar as ovelhas de Cristo. Eles NÃO SÃO suas ovelhas. Você não pode simplesmente selecionar a profundidade de conhecimento a respeito da Palavra que você vai passar pra um membro da sua igreja apenas pelo critério de ele ser ou não LÍDER DE CÉLULA.

Aos que se encontram como Tomé: o plano de Deus inclui o fato de você ter dúvidas sobre sua existência. E ele já resolveu isso. Durante minhas últimas semanas, eu tenho experimentado essa provisão. Feche seus olhos e pergunte tudo a Ele, eu garanto que se você for sincero (ou desesperadamente gritar em prantos) você vai obter resposta, ainda que ela seja não. Porém, é necessário que você desça do seu palco. Dispa sua arrogância. Peça perdão, aceite a mensagem da Cruz se lançando nos braços dele.

Leitura sugerida: Encíclica papal de 1998, do Papa João Paulo II, Fides et Ratio.

Graça e paz.

Parte II aqui.

domingo, 29 de abril de 2018

Lula Livre?

Esse é um daqueles textos na vida de um escritor que ele não gostaria de fazer.



Entre as minhas maiores áreas de interesse, estão política e economia. Não é necessário me conhecer muito profundamente pra saber que eu sou crítica, que avalio tudo que vejo que é relevante e que dificilmente eu consigo ficar calada perante injustiças (graças a dialética socrática que surpreendentemente me foi ensinada na escola).

Tudo que eu sempre quis ser foi uma pensadora, uma cientista, uma grande autora. Alguém que deixasse uma marca boa num mundo tão desolado pela ignorância, pelas pragas, pelas guerras e pela falta de romantismo. Sabe-se lá se um dia chegarei em algum lugar, se impactarei a humanidade de forma positiva...

Eu sempre estive à procura de mestres, de heróis que eu pudesse seguir, confiar, admirar, ser ensinada e inspirada por suas palavras e caminhos. Lula foi meu herói quando rompeu os estigmas de que um pobre não poderia ser eleito presidente da república. E, como todos os grandes heróis, ele caiu.

Alexandre, o Grande, também foi um dos meus heróis ao estudar os grandes Imperadores do Passado. O que dizer de Hércules, que com seus 12 trabalhos para os deuses? E de Teseu conseguiu restabelecer a paz e matar o minotauro em Creta? Todos esses caíram por causa de sua própria arrogância.

Lula, muito mais sua figura do que sua pessoa e seus atos, significaram pra mim na infância que o Brasil seria um país justo. Todos sabem que o que aconteceu foi inegavelmente o contrário.

Hoje, depois de estudar sobre espectros políticos e sobre economia austríaca, vejo o quanto suas ideias são erradas, sujas e distorcidas. George Orwell diria que a propaganda do partido distorceu na cabeça dos crentes (sim, porque continuar apoiando um condenado preso é uma seita) a pura e inexorável verdade.

É verdade que Lula cometeu crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, foi condenado por isso e agora vai pagar. Isso não me deixa feliz, apesar de toda a minha discordância com suas visões políticas, econômicas, éticas e morais. A minha verdade, essa que trago no peito e digo de todo ele, é que me entristece profundamente que Lula tenha jogado fora a oportunidade de deixar um legado na história da humanidade por causa de um desvio de caráter que o levou a pensar só nessa vida.

Se Cristo, meu único herói que não pecou e jamais caiu, me ensinou algo é para que eu ore pelos meus inimigos. O ex-presidente provavelmente está envolvido em muitos outros casos de desvios, corrupções e tramoias que estão sendo investigadas nesse momento. Assim como centenas de outras figuras públicas desse país.

O que deve ser sublinhado e jamais esquecido é que todos esses ousaram tocar num dinheiro maldito e roubado de uma população pobre, carente e que morre na porta dos hospitais todos os dias. Hospitais esses que eu, em breve, ao fim de minha graduação, vou estar. Somos nós, profissionais da saúde que encaramos as mortes causadas por burocratas vivendo em Brasília.

Somos nós, os indivíduos, que perdemos nossos filhos e maridos vítimas de balas perdidas. Somos todos nós, que amamos, que buscamos uma vida ética e que queremos o bem estar dos que estão próximos e dos que estão distantes, que enfrentamos as consequências. Somos nós, que levantamos todos os dias às 5h da manhã, que vemos nossos sonhos de empreender cada vez mais longe e nossos filhos cada vez com menos acesso à uma educação plena e de qualidade.

Somos fuzilados e mortos se ousarmos desafiar o Grande Estado brasileiro. Se ousarmos educar nossos filhos em casa, se nos levantarmos contra as arbitrariedades dos governantes que só buscam seu prazer e realização pessoal, se portarmos uma arma para defender nossa honra feminina que é todo dia estuprada nas ruas, se ousarmos negar ao bandido a entrega de nossos bens só porque isso está previsto em lei.

Lula, fomos nós que morremos enquanto você vivia feliz em frente à praia depois de ter saqueado cada um de nossos cofres. E, Deus me perdoe por isso, mas eu nunca vou te perdoar por ter derramado o sangue e o suor de tantos por avareza.

Quanto aos vermes que vão condenar minhas impressões sobre a ascensão, trajetória e queda de Lula e desse projeto de governo malicioso, um recado: a maldade prevalece um pouco, a justiça pode tardar a chegar, mas é também uma verdade que a vida cobra em níveis muito mais profundos do que possamos enumerar.



sexta-feira, 27 de abril de 2018

Leite vegetal: 3 receitas baratas e saborosas

Eu detesto leite de vaca e nunca esperimentei leite de cabra além de no sabonete. Apesar de não ser mais vegetariana, eu não gosto de leite puro e tenho uma preguiça infinita de fazer leite com nescau. O que é bom, porque sempre me sinto pesada e indisposta quando eu tomo, tanto no estômago e quanto no intestino.

Testei as seguintes três receitas com os ingredientes mais baratos e acessíveis para quem, assim como eu, não tem muito dinheiro disponível para fazer o controle de sua alimentação baseada em plantas.

1- Leite de Amendoim
2- Leite de Aveia
3- Leite de Arroz

Benefícioshttps://www.dicasdemulher.com.br/leite-vegetal/

 Podem ser consumidos por qualquer pessoa, desde que a mesma não apresente alergia ao vegetal utilizado para fazer o leite;
2. São ótimas opções de hidratação para se tomar ao longo do dia;
3. Para dietas com restrição de leite animal podem funcionar como substitutos em receitas como bolos, pães, cremes, tortas e outras;
4. Não possuem gorduras saturadas, portanto não aumentam o colesterol ruim;
5. São fontes de minerais como o potássio e vitaminas do complexo B;
6. Dependendo do vegetal utilizado para o preparo são ótimas fontes de fibra.
Seguindo uma alimentação saudável e balanceada, os leites vegetais podem complementar a sua dieta. Lembrando que cada pessoa pode ter necessidades especificas para o consumo de nutrientes diários. Consulte um nutricionista para saber as suas.
Conheça também uma das opções mais saborosas e rica em benefícios: o leite de coco vegetal!
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